terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ser pragmático é…

Nota introdutória 1: a leitura deste post exige do leitor um esforço acrescido e uma capacidade extra de interpretação e compreensão de alguns pormenores implícitos no texto.

Nota introdutória 2: Quando, ao longo deste post, me refiro à palavra pragmático, incluo toda a sua família: pragmática, pragmatismo, pragmatista, pragmaticamente, etc…

Do ponto de vista do comum dos mortais, a palavra pragmático não faz sentido existir. Na verdade, a palavra pragmático não é mais do que um rodeio do objectivo que se lhe quer dar. É o tipo de palavras extremamente complexas para a simplicidade inerente da sua acção. Isto, claro, do ponto de vista do comum dos mortais. Este pseudo-adjectivo (ou atributo da pessoa), na prática, é simplesmente convertido num verbo ou numa expressão de acção. Corrijam-me se eu estiver errado, mas creio que nunca ninguém vos disse, em especial no seio de uma empresa, “sê pragmático com este assunto”. Aquilo que realmente ouviram foi, com certeza, uma expressão do tipo: “É p’ra fazer… Já! E bem feito!”.

Esta definição é aceite para todos os indivíduos da espécie Homo-Sapiens (reino Animalia, filo Chordata, classe Mammalia, ordem Primmates, família Hominidae, género Homo). Mas, graças à biodiversidade de Darwin, existe uma espécie do reino Animalia, que muito se assemelha à espécie Homo-Sapiens, quer na sua forma física (excluindo alguns indivíduos nitidamente mutantes), quer no seu quotidiano. Contudo, existe um factor de diferenciação que agrupa estes indivíduos numa nova espécie. Taxionomicamente, essa espécie é descrita como: reino Animalia, filo Chordata, classe Mammalia, ordem Primmates, família Hominidae, género Homo, espécie Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis. O que os distingue uns dos outros (ao nível da subespécie) é a cor da sua endoderme (característica única desta espécie e da espécie Homo-InSapiens- InSapiens-Gunidiae-Phutebolicus). Os indivíduos da espécie Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis são abundantes, porém esguios. Preferem, normalmente, habitats fechados densamente privados de luz, ar e gajas como o parlamento ou a televisão. De facto, podemos vislumbrar, com alguma frequência, indivíduos da subespécie Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis-Laranjus ou Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis-Rosadius. Já mais raros são alguns elementos da subespécie Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis-Vermlhudus-Estrelicius.
Os indivíduos da espécie Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis são vulgarmente alcunhados de políticos. E é nesta esta espécie tão peculiar que reside a definição alternativa de pragmatismo.
Do ponto de vista do político (Homo-InSapiens-Parlamentosus-Politicatis), ser pragmático é analisar a actual conjuntura mental da sociedade, atendendo à tendência dos valores do índice de intelecto per capita, promovendo acções de concertação fomentadas no seio dos parceiros sociais, de modo a dar resposta aos mais vanguardistas paradigmas intelecto-sociais, agendando, faseadamente, sessões de trabalho com vista a responder às dicotomias do plano de austeridade mental, considerando sempre todos os pontos fulcrais da oposição como pontos non gratos, fazendo sempre jogos de tráfico de influências de modo a favorecer os mais desgraçados desta espécie (aqueles que normalmente se situam nas frequências centrais do espectro), promovendo no seio da comunidade uma panóplia de workshops da treta e seminários da lábia.

De facto, um político emprega o termo pragmatismo com tanta convicção como a de Galileu ao afirmar que a Terra gira em torno do Sol. O político queria ter dentro de si um Galileu, mas esquece-se que Galileu sem telescópio não tem certezas, logo não pode ser pragmático. O político, no fundo, é um cobarde que usa as palavras para fugir ao objectivo da discussão, evocando falsamente a palavra pragmático, pois sempre que a profere é com um objectivo teórico, e quanto mais filosófico melhor … Já alguma vez tentaram falar com algum? É quase a mesma sensação que tentar agarrar numa bola de borracha maleável e viscosa cheia de gosma verde à volta…

Sabem que mais (pragmaticamente falando, claro)?

Merdas Tone…. É só merdas…..

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E se um dia o blog da parvalheira voltasse?

Olhai malta!

Sabiens que há 1 ano e 8 meses escrevi o meu último post num blog (privado) com o intuito de relatar algumas das mais bizarras vivências que tive enquanto mendigava pelas ruas de Barcelona?

Pois é! Desde aquele dia (para os mais desatentos, ou incipientes matemáticos, refiro-me ao dia 13 de Junho de 2010) bardas de povo me tem azucrinado a cabeça com uma pergunta idiota: “Porquê que paraste de escrever?”. E para piorar, antes de perguntarem ousavam elogiar aquele que era o blog mais inútil do mundo. Pelo menos duma coisa me orgulho: com ele contribui para a actual pseudo-crise ao influenciar, negativamente, os níveis de produtividade, já de si baixos, daqueles que ainda se davam ao luxo de ler as minhas sátiras diariamente (diariamente em dias úteis, claro!). Desde então têm sucedido os apelos dos mais inesperados cantos do mundo: Porto, Leça da Palmeira, V.N de Gaia… Temo que até em Rechousa haja um inconformado com o fim do meu blog! Foram tantas as vozes que entoaram essa pergunta no meu ouvido esquerdo que afectaram severamente os meus neurónios sensoriais da frequência 520Hz. Agora ouço uma voz dentro de mim que me inquieta: a minha! E para a calar, decidi criar este blog. O título, embora confuso, resume tudo o que eventualmente venha a ser postado aqui. Por isso não percam tempo: leiam apenas o título! Quando quiserem ver se há novidades no blog mas não têm tempo porque o vosso patrão vos obrigou a trabalhar mais meia hora por dia, compensando-vos com uma redução de ordenado adequada ao vosso nível intelectual (50%), então leiam apenas o título do blog e gargalhem-se durante meio minuto… Pode ser que tenham menos rugas quando forem velhos!