quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Missa das 5

Leitura do Livro de João:

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«Eu sou o pão da vida: Quem vem a Mim nunca mais
terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede.»
(João 6:22)

Leitura do Livro de Jeremias:

«Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça,
e os seus aposentos sem direito,
que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo,
e não lhe dá o salário do seu trabalho.»
(Jeremias, 22:13)

Leitura e interpretação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mendes:

Naquele tempo, disseram os fariseus a Jesus:
«Olhai por nós Senhor, e salvai-nos do malamen.»
(Mendes 27:11)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Se quereis casar perante Deus
tereis que pagar uns justos 300 euros,
para a justa edificação da casa do Senhor e seus aposentos.
Jesus é justo e nem Ele nem os seus subordinados
farão fortuna com a vossa esmola.
Perdei o amor a 300 euros.
Este é o preço da salvação.»
(Mendes 34:13)

Ide com Deus e que o Senhor vos acompanhe (mas tenham cuidado com as carteiras)...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Rota do Degredo



Este ano, para variar, fomos de férias para fora cá dentro, em mais um daqueles roteiros invulgares. Escolhemos, sem saber, a Rota do Degredo, também conhecida como Rota da Vergonha. Se o Ministério do Turismo ainda existisse, era este o nome que lhe daria! A Rota do Degredo começa no Solar do Passal, em Cabanas de Viriato.



Foi aqui que viveu Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul de Bordéus. O tributo que o Estado Português lhe presta por ter salvo mais de 30 mil vidas das fornalhas de Hitler é, tão somente, deixar a sua casa ao abandono à espera que caia. Todos os anos este edifício é visitado por milhares dessas pessoas e descendentes salvos por Aristides. E todos eles continuam a ser muito bem recebidos em Portugal, com um imóvel em ruínas, um barraco de acrílico na porta a fazer de museu e zero placas de indicação. Nem mesmo placas a dizer Cabanas de Viriato se conseguem encontrar nas estradas. A placa mais vista por aquelas bandas é a seta para a autoestrada não sei das quantas com auto-chulanso. É incrível como se esbanjam milhões numa autoestrada deserta e não se gastam uns euritos num monumento venerado por milhões de pessoas!

Depois deste triste vislumbre, dirigimo-nos para um dos mais emblemáticos locais do País: o Douro. A mais antiga Região Demarcada do Mundo, Património da Humanidade, de paisagens únicas, é também a mais degradante região do país.





A centenária linha do Tua, importante ramal de ligação ferroviário entre a foz do Tua e Mirandela, esteve em funcionamento até há pouco tempo, até ao momento em que meia dúzia de empreiteiros políticos decidiram, em nome do progresso, acabar com este ramal para construir uma barragem.



É linda a obra que por lá decorre! É uma linda merda... Uma grande merda! Um colossal atentado... Porquê que não fazem uma barragem na foz do Tejo e a enchem até 500 metros? Resolviam-se os problemas todos do país...

No regresso a casa, mais um espetáculo do decadente país que temos: O festival aéreo do Marão. Para os mais desatentos, este festival é organizado pela RedBois, uma associação de cabrões incendiários adeptos do napalm. Todos os anos, por altura do Verão, os RedBois acendem um cigarrinho junto a umas folhas secas, só para ver se pega. Depois do palco estar montado, divertem-se os pilotos a tentar acertar com baldes de água nas labaredas... Este á mais um cartão de visita do Turismo de Portugal e, sem dúvida, um incentivo ao vá para fora cá dentro. Deviam mudar o slogan para “Vá para fora cá dentro e leve uma mangueira”...