domingo, 23 de dezembro de 2012

O Natal de um Estado Laico


A implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, trouxe consigo muitas novidades para além da nova bandeira e hino nacional. A laicização do Estado foi decretada a 20 de Abril de 1911 por Afonso Costa. A ele devemos agradecer o facto de podermos escolher e viver livremente qualquer religião. Contudo, a religião Católica é, sem dúvida, a mais enraizada, consequência do nosso passado histórico. Não é à toa que a maioria dos Monumentos Nacionais são igrejas e que apenas são reconhecidos como feriados nacionais alguns dias importantes no calendário Católico. O Natal é um desses dias. Para um ateu como eu, o Natal é um dia destinado à família e, claro, à troca de prendas, na qual todos esperamos sempre receber mais e melhores prendas do que aquelas que damos. Apesar deste meu espírito natalício, não sou um consumista obsessivo, característico da maior parte do povo português, que investe mais do que pode nos shoppings, sob o propósito do Natal, quando nem sequer vão à missa do Galo. Religioso que é religioso vai à missa do Galo! Desde 1 de Novembro que os hipermercados e os shoppings incutem nas pessoas esta azáfama das compras. Toda a gente corre como uns verdadeiros desalmados em busca do presente mais ridículo para depois se refugiarem 3 dias em casa, juntos dos familiares, a enfardar até não poder mais, julgando estarem a comemorar o Natal. Como consequência, fecha tudo no dia 25. Não há sequer um café a não ser aqueles das máquinas da Universidade Fernando Pessoa, viradas para a rua. É nestas alturas, enquanto tomo um desses cafés, que penso: Então e os seguidores de outras religiões? Por causa do Natal não têm direito a viver no dia 25, sujeitando-se a ser meros espectadores da propaganda consumista e do degredo do enfarta brutos? As testemunhas de Jeová (confesso que não sei de quê que são testemunhas, mas presumo que de nada mais do que outra história bem contada com cerca de 2000 anos) refundem-se nas suas salas de culto enquanto os Ramallah viram o cú p’ra Meca e o Reino de Deus tenta comprar de novo o Coliseu. Porquê que esta gente não tem direito a ir ao shopping no dia 25 de Dezembro? Os Católicos também podem ir ao shopping durante o Ramadão e ninguém se incomoda com isso… É certo que muita desta gente é um pouco estranha, mas se os reconhecem como cidadãos de Portugal, também deviam garantir-lhes o direito à vida pública no dia 25 de Dezembro. Já imaginaram como seria o Dolce Vita neste dia? Aqueles putos dos Jeová todos engravatados a tentar imitar os pais com fatos pirosos a condizer com os das suas esposas. O cheiro a chulé a entoar pelo shopping por causa da reza em grupo dos Ramallah no sítio onde às vezes fazem aquelas merdas do step e da aeróbica! Sabem que mais? Eu se fosse patrão escolhia os meus funcionários consoante as suas crenças religiosas e pretensões sexuais. Assim garantia que toda a gente podia usufruir dos serviços prestados pela minha empresa, em qualquer altura do ano, sem correrem o risco de serem atendidos por uma bicha sorridente…

domingo, 16 de dezembro de 2012

Perigo ao volante, mulher constante!


Longe vai o tempo em que a mulher e o volante eram incompatíveis. Com esta mania da emancipação da mulher e igualdade de direitos, há cada vez mais mulheres a ter a carta e, consequentemente, a conduzir. É caso para se dizer: Elas andem aí! Há mulheres taxistas, camionistas e motoristas de autocarros. Qualquer dia também há mulheres a abrir valas com retroescavadoras para enterrar o saneamento. Até já há mulheres motoristas da Resende! Porém, o perigo ao volante já não advém das mulheres, mas sim do número de atrasados mentais a conduzir que tem aumentado. Mais uma curiosidade da estatística é que a maior parte dos atrasados mentais conduz um carro alemão branco, parecido a um frigorífico metalizado com rodas. Nas estradas há de tudo, mas o que mais me incomoda são os domingueiros. Até agora, estes apenas se denominavam domingueiros pois, de facto, só conduziam ao domingo. Mas a interpretação do calendário dos Maias estava errada: O fim do mundo já chegou há muito tempo, pois há cada vez mais domingueiros a conduzir noutros dias da semana. E reproduzem-se! São tantos que já se notam diferenças entre eles. Aqui ficam algumas classes de domingueiros identificadas na selva urbana:

- Zola (diminutivo de Morcãozola). Pertence à classe Morcãodade e é o comum atado que não sabe bem para que serve o volante. Só anda em frente e mal. Não passa dos 20 Km/h nem que esteja na 3ª faixa da autoestrada (isto só acontece porque tem um desvio na direção, pois por iniciativa própria nunca se atreveria a guinar para tão longe).

- Maria Amélia (também denominada como Morcona ou Joaquina). Esta é a classe que engloba todas as atadas. Distingue-se do Zola por ser do sexo feminino. Nesta classe também podemos encontrar um ou outro (entenda-se muitos) Paneleiro ou mesmo Bichona.

- Quim (também conhecido como Zéquinha ou Azelha). Fazem parte da classe Azelhandade, Azelhandage ou Joaquinisse. Distinguem-se do Zola por serem mais aventureiros. Chegam mesmo a conseguir estacionar o carro a mais de três lugares de distância da porta do Shopping.

- Cão (também insultado vulgarmente por Cabrão, Boi, Paneleiro ou, em casos de maior agressividade por parte do insultante, por Filho da Puta). Pertencem à classe Paneleirage ou Chico-espertismo. Na sua génese são muito semelhantes aos Zolas mas conduzem carros alemães brancos ou Puntos com bufadeiras compradas no Jumbo do Parque Nascente. Julgam-se os reis da estrada mesmo sem saber o que isso significa. Não sabem o que são os espelhos, os piscas ou mesmo a prioridade, abusando desta frequentemente.

- Rena (também referenciado como Rodolfo ou Avec). Pertence à classe Natalícios ou Shoppinguismo. É o mais puro dos domingueiros. Muitas vezes é Avec ou relaciona-se frequentemente com este tipo rançoso de emigrantes. Lava o carro ao sábado à tarde e atesta-o para um eventual passeio de domingo. Mede constantemente a pressão dos pneus e a amperagem da bateria (este processo demora 3 horas com o capô aberto ao sol, tipo camaleão). Enquanto conduz faz questão de evocar o espírito natalício, fazendo com que o carro pareça um pinheiro de natal brilhante e iluminado pelos stop’s e piscas. Têm sido vistos a enconar faixas da esquerda e a passear os sogros na Maxmat, em procissão, durante uma jornada de uma tarde a ver retretes que não vão comprar. Testam frequentemente a buzina nos casamentos do mês de Agosto.

Este post merece uma buzinadela!